respostas que o mar dá

o mar respondeUm homem postou-se diante do mar e perguntou:
_O que devo fazer da vida?
O mar respondeu:
_Não sei o que deve fazer. Hoje você veio olhar para mim e vou lhe dizer que não se demore. Caminhe sem descanso, como eu faço quebrarem minhas ondas. Se parar para descansar, você pode se perder. Se eu parar, deixo de ser mar.
O homem não se conformou:
_Sinto-me cansado, necessito parar.
Tornou o mar a dizer:
_Você se cansa porque crê que merece descanso. Está crendo errado. Creia que merece mais e mais trabalho, então sua tarefa ficará leve e não causará exaustão. Se eu parar para descansar, minha água ficará turva, os peixes morrerão, tudo que há em mim perderá vida. Sou responsável pelo que vive em mim e fora de mim, descansar por quê? Se a vida que há em mim deixar de existir, não serei mar, serei água podre; em vez de maresia, vou espalhar fedentida que afastará as aves, e aquelas que se alimentam dos peixes morrerão de fome.
Ainda sem entender, o homem completou:
_Não me sinto responsável pelo que está dentro ou fora de mim, cada um responde por si.
O mar decidiu que era hora de encerrar a conversa:
_Se é assim, segue, homem, fazendo o que quiser, vou passar por sobre suas pegadas e nada restará de sua presença, ninguém saberá que esteve aqui nem em qualquer outro lugar porque seus passos de nada servirão.
O homem, visivelmente bravo, chutou a água. Esperava receber do mar um convite para sentar-se e contemplar sua imensidão. Foi embora sentindo-se incompreendido.

     Que mar cruel este, não? Nem deu o direito ao homem de descansar! A vida é tão tumultuada, tão cheia de problemas, pendências que não podem esperar, horários, cobranças, coisas e mais coisas, sentimos cansaço naturalmente. Sim, claro, ficamos exauridos com a rotina, o corpo e a mente precisam de pausas. No entanto não é desse descanso que falava o mar. Tentava mostrar ao homem que o trabalho de aprendizado pessoal deve ser ininterrupto. Sugeriu o mar que diante das adversidades o homem não desanime.

Que “aprendizado pessoal” é esse?

É o olhar para si, com honestidade, e olhar para si com o “olhar dos outros”, para entender o que não funciona, o que está gasto, identificar os comportamentos sedimentados e as reações viciadas, disciplinar os pensamentos (o que equivale a expulsar pensamentos intrusos destrutivos e raivosos), domar as emoções para não ser controlado por elas, agir sabendo que ações causam efeitos; tudo isso com o propósito de aprender sobre si, sobre o outro, sobre o sentido da vida. E quem atribui um sentido à vida não precisa de pausa para descansar de seu trabalho de melhoramento pessoal. Com isso, é possível compreender a origem das dores e transformá-las em ganhos, pois se elas existem, é para nos alertar de que algo em nós ainda pode ser modificado.

Danielle Arantes Giannini

sugestão de leitura

Sobre radicalismos e violências cotidianas invisíveis.

Então o caminho é o desarmamento emocional para conter o ataque e o revide. Significa preparar as pessoas para controlarem suas ações e reações, e isso só pode ser feito verdadeiramente de uma forma, através do altruísmo. O “colocar-se no lugar do outro”, entender e aceitar que o outro sente e dispor-se a sentir o que o outro sente. (Blog Mundo da pá virada)

https://mundodapavirada.wordpress.com/2017/07/16/um-caminho-para-as-mentes-raivosas/

Tramas da nossa vida

 

SONY DSC“Nossas viagens têm cargas ocultas, de desconhecidos vínculos.”
Cecília Meireles, in Mar Absoluto

Custei a entender que a vida, essa que vivemos diariamente, é constituída por tramas. Tramas simples, tramas complexas, tramas. Delas fazem parte pessoas, de todos os cantos, nossas conhecidas ou não, cuja própria trama vai entrelaçar-se com a nossa trama, e tudo isso que pode parecer um enorme emaranhado tem lógica e razão de ser. Nossas viagens são nossas experiências, cada fato que nos ocorre, cada um deles é fruto de uma trama que parece ter sido desenhada por mãos invisíveis, e o são, dado que cada acontecimento é resultado de uma ação anterior, de um pensamento anterior, de um sentimento anterior. E para que se possa concretizar um evento em nossa vida, faz-se necessário que eventos outros ocorram na vida de outras pessoas, algumas das quais conhecemos e outras que jamais saberemos quem são, permanecerão ocultas nas redes do nosso destino. Eis a chave do bem viver: pensar, sentir e agir por si, mas sobretudo pelo outro, quem quer que seja, onde quer que esteja, pois ele pode estar ainda que indiretamente no traçado da nossa vida.

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“Por entre raízes talvez se veja.”
Cecília Meireles, in Mar Absoluto

Nem sempre saberemos se um evento na nossa vida terá desdobramento na vida de alguém ou se um fato que nos ocorre é fruto da ação de alguém. Se sairmos da superfície dos fatos, onde teimamos em querer entender a vida (com tendência a julgarmos e repudiarmos os eventos que consideramos ruins), e descermos um nível abaixo, quem sabe começaremos a vislumbrar como a água escoa pelas raízes embaixo do solo, para entendermos melhor as tramas da vida. Esse entendimento é peça chave para a aceitação, esta que é fundamental para se promoverem as mudanças. Só posso mudar se estiver ciente do que deve ser mudado, este é o entendimento que precisamos buscar. Nossa mudança inevitavelmente vai implicar a mudança do outro e vice-versa. Tudo tão intrincado, que é difícil imaginar que sejam aleatórios os acontecimentos a que estamos fadados. Não creio honestamente em acaso. Não há lógica em ser gratuita toda dor neste mundo. Porém faz muito sentido que o sofrimento seja um alerta de que algo precisa ser mudado em nós. Momento de parar, olhar por entre as raízes e entender o que em nós deve e pode ser modificado, para que assim seja possível transformar perdas e dores em alegrias e ganhos.

texto e fotos: Danielle Arantes Giannini  

 

 

 

sorriso, flores e outras gentilezas

 

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Dia desses recebi flores na rua. De um desconhecido. Um maço enorme. Rosas vermelhas e lindas… não, não foi nada disso que vocês estão pensando!
O causo se passou há uma semana, no sábado passado. O desconhecido, na verdade, era um vendedor de flores que se instala todos os dias com sua Kombi-floricultura em frente a um lugar da minha rotina. Compro flores dele no inverno, quando está frio, para durarem mais, normalmente rosas brancas. No calor, não compro, elas duram pouco no vaso. Não sei o nome dele, nunca conversamos, a não ser para falar das flores! Pois bem, eu estava passando na calçada, rente aos baldes com flores, como de costume. Ele me chamou para ver as rosas, como estavam lindas. Estavam mesmo, mas já fui logo dizendo que não ia levar porque estariam murchas no dia seguinte, tanto era o calor que fazia, e fui andando. O moço insistiu para eu voltar. Voltei e fiquei surpresa quando ele falou que queria me dar as flores de presente. Disse isso já enrolando dois maços num jornal, sem que eu tivesse tempo de pensar. Quando ele me entregou e fiz menção de pagar, o rapaz se recusou a receber, esclareceu que não trabalharia à tarde e as rosas morreriam de qualquer jeito, por isso queria que eu as levasse. Agradeci, feliz da vida. Assim foi feito. Eram tantas rosas, que enchi quatro vasos. De fato, três dias depois…já eram. Porém o gesto do vendedor ficou martelando na cachola. Fiquei pensando no hábito de se fazer uma gentileza a um desconhecido, um amigo, um familiar, quem quer que seja. Quantas pessoas têm esse hábito no seu dia a dia? Quem reconhece e valoriza receber esses gestos? Por que não temos a gentileza por norma de conduta? Ao longo da semana fui tentando responder aos meus questionamentos. Eis as conclusões a que cheguei: sim, existem pessoas gentis aqui ou ali, umas são mal interpretadas, isto é, alguém sempre vai pensar que elas têm segundas intenções; outras sequer são notadas, como o motorista que dá passagem a outro condutor, que nem liga, não agradece, parece que lhe era até obrigação do outro aquele gesto. Tem também um outro tipo de pessoa, aquela que tem medo ou vergonha de ser gentil e segura para si palavras de gentileza, que poderiam valer ouro a outrem. E tem o indivíduo que simplesmente não sabe ou não consegue ser gentil; esse, em geral, não reconhece a gentileza do outro, ele age mecanicamente em função dos seus interesses; não é uma má pessoa, apenas não aprendeu a se doar.

Bem, com tudo isso quero chegar nos finalmentes dessa conversa fazendo uma sugestão. Uma tarefa para  a semana: avaliar seu nível de gentileza, tentar se lembrar da última vez em que foi gentil com alguém e pensar em como incorporar a gentileza no seu cotidiano. A dica que eu dou é, logo ao acordar, já pensar em ser gentil ao sair da cama e ter essa intenção durante todo o dia. Não importa o ato, pode ser um bom dia, um sorriso, um dedo de prosa, parar para o outro veículo, ajudar quem passa com um pacote pesado, escrever um bilhetinho simpático a um colega, enfim, até dar flores a um desconhecido. Vale tudo que tenha o poder de levar um calorzinho a um coração, mesmo que seja apenas calar uma crítica que poderia estragar o dia de alguém. Quem sabe assim, com mais e mais pessoas gentis, passaremos a ouvir suspiros pelas ruas em vez de bufadas! E o melhor de tudo, a gentileza é tão mágica, que enche de afago o coração de quem pratica; ela desanuvia os semblantes e traz sorriso para o rosto. Quem é gentil com o outro, é gentil consigo, isso nunca falha!

Danielle Arantes Giannini

 

 

 

 

Somos sementes

Tem dor que dói. Dói mais que a dor dos outros. Dói mais do que tudo. A dor da mágoa é assim, a dor da separação também, a dor da decepção, a dor da rejeição, todas elas doem porque são dores das perdas. A perda de um amor, a perda de uma condição social, de um amigo, a perda de uma ilusão. As perdas doem porque rompem algo dentro de nós, como se rasgasse mesmo, rompem os apegos. Somos demasiado apegados ao objeto do nosso amor e admiração, qual seja um parceiro amoroso na figura de esposa, esposo, namorado, namorada ou apenas um amor platônico. Julgamos ter a posse desse amor, e quando percebemos que não os temos em nossas mãos, seja pelo motivo que for, sentimos dor. Acostumados que estávamos com aquela presença, a falta dela provoca dor. Tem vez que o objeto da perda é uma ideia, assim vaga mesmo, como a ideia de que estamos sempre certos, mas vem alguém e cospe em nós os nossos equívocos, nossas imperfeições, e isso dói; dói porque rasga por dentro nossa segurança, a auto-confiança se dilacera, somos empurrados a ver quem somos realmente, é a perda da certeza. Quando o objeto da perda é a confiança no outro, então, parece que dói mais; é um laço por demais apertado para se desfazer porque a confiança traz conforto e se ela se desfaz, desfaz-se o conforto, e isso dói demais. Tudo porque nos apegamos…temos como propriedade imutável o conforto, a confiança, o relacionamento amoroso, o carinho e afeto das pessoas e tantas outras coisas. Posto isso, dá para entender que o antídoto para essa dor, que dói tão profundamente e prostra o indivíduo que sente sangrar a alma, é exercitar o desapego. Significa entender que que nada possuímos a não ser a capacidade de desenvolver a compreensão. Perceber que tudo é efêmero, a vida passa, os sentimentos mudam, as pessoas escolhem caminhos (sim, e são responsáveis por eles), os dias não são todos iguais; o corpo nos mostra isso todos os dias diante do espelho, as estações do ano são a prova concreta de que nada permanecerá como é. No entanto a dor é humana. Não vamos passar pela vida sem ela, pois nossa estrutura mental está aprendendo a lidar com os acontecimentos, oras, somos seres em evolução, que desejamos ser felizes, ainda que batendo a cabeça para atingirmos esse objetivo. Se até as plantas doem, por que nós não haveríamos de doer? Notem a semente que precisa romper a terra, que esforço hercúleo aquele corpo tão frágil faz antes de ser tocado pelo ar e enfim desabrochar. Não seremos nós humanos que vamos desabrochar sem esforço, sem as dores que nos movem para fora da terra. São as dores que nos fazem ganhar a vida se forem bem sentidas, isto é, se forem compreendidas e superadas, qual a semente de uma flor. Depois que o broto desponta na superfície do solo, ela se desapega da sua casca e segue seu destino de crescer e desabrochar. Que belo convite nos faz a natureza! Sentir a dor do crescimento moral, intelectual, espiritual, para depois despojar-se do sofrimento e seguir o caminho em busca da tão desejada felicidade. Dá para ver que é bem possível transformar dores e perdas em alegrias e ganhos!

Danielle Arantes Giannini

Teve dores na alma
Para as quais não encontrava comprimidos
Deixou o corpo deitado
As dores não cessavam
Quanto mais esperava
Mais doía-lhe o ser
Por quanto tempo ficou ali não sabe
Era confortável a companhia da dor.

(Palavras sobre palavras – http://wordpress.sobrepalavras.com)

 

uma pausa

Tantas atribulações, compromissos, preocupações, cobranças…por mais perseverante que seja nosso treino para educar a mente e buscar o equilíbrio, essas pendências existem no caminho. Uma pausa para você acalma, revigora, enche os pulmões de ar, restaura a mente, o coração volta a bater no compasso certo, a intuição flui. E é bem gostoso passar uns minutinhos na nossa própria companhia!

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Silenciando o agito interno

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“Não se deve deixar a mente desenfreada, deve-se mantê-la sob rígido controle.” (Buda)

 

Ah, o agito interno, ele definitivamente não nos deixa agir com calma. Não nos permite ver as coisas com clareza. Fraciona o raciocínio com a lâmina das emoções inoportunas e não nos deixa ver as soluções. Por fim, gera angústia e sofrimento.

Se é tão ruim assim, por que permitimos que se instale dentro em nós?

Simples, não temos pulso firme com a nossa mente, deixamos que ela se guie sozinha e nos guie também. Desatino puro isso. Os resultados são ruins, desastrosos ou irremediáveis, na pior das hipóteses.

Percebemos às vezes quando parece tarde demais para evitar, ele, o agito interno desordenando toda a rotina hormonal do corpo. Os pensamentos desandam numa velocidade infrutífera e a cabeça dói obviamente. As soluções somem todas.

Tem como reverter isso, um deslize normal a qualquer ser humano. Precisa de treino, de atitude, de voz ativa. Aprender a colocar cada pensamento no seu devido lugar, um que trate de esperar o outro terminar, tem fila, tem tempo para cada um se manifestar, sem atropelos. Isso é adestrar a mente, para que ela não cause transtornos. Controlando a mente, temos mais controle também sobre as emoções, que assim dificilmente nos escravizarão. Tudo é questão de treino. Muito treino. Treino diário e persistente. Os resultados são os melhores. Não custa tentar!

Danielle Arantes Giannini

Tirando vantagem das negatividades

Uma das coisas que faz a vida valer cada instante é a disposição de aprender com tudo o que acontece…de bom ou de ruim (ou que parece ruim). Há um tempo venho praticando o controle dos pensamentos, a prática do pensamento positivo, as mentalizações direcionadas para determinado fim, evitando as críticas, as reclamações e eliminado certos vocábulos do palavratório. Tudo muito bom, dá bem estar, um força de vontade que só cresce. Porém nem tudo são flores e chega um dia em que as coisas não saem tão exatamente como esperado. É uma situação desgostosa e parece que cai tudo por terra, todo esforço, todo treino. Mas não cai, não. Conforme treinamos, vamos sedimentando a conduta positiva, treinamos a mente, então tão logo reagimos mal a um determinado evento, já percebemos a mancada. A questão é o quanto dá para voltar atrás ou remediar o que está feito ou dito. E não é só isso, tem também que despertar a força que move para sair da situação negativa, talvez a parte mais desafiadora. É o papel da vontade. É saber que você precisa sair daquela areia movediça do dissabor e ter que tomar uma atitude para não agravar as coisas ou para não perder o dia. Foi a fogueira em que me vi hoje e por pouco não desperdicei o dia. Tão logo o inesperado aconteceu e eu me deixei envolver por uma emoção negativa, como acontece com a maioria das pessoas, percebi que precisava reagir, mas estava faltando alguma coisa para minha vontade agir. Isso se arrastou, caí no embaraço de me sentir vítima, inadvertidamente exteriorizei isso e logo fui recobrando o “juízo”, focando na necessidade de afastar aquelas sensações. É óbvio que a mente ficou como que “poluída” por essa carga negativa e uma tarefa que eu tinha para a tarde saiu errada. Foi só então que percebi que passava da hora de reagir. Precisou este gatilho, que vai me render uma trabalheira a mais, para a vontade entrar em ação e anular aquelas negatividades. Reconciliei-me enfim comigo, com minha insegurança, com minhas fraquezas, com meus medos, com minhas angústias e aceitei compreender que tudo é parte do processo. Amanhã acorda um dia novo para retomar os exercícios, sem dramas, tentando acertar da próxima vez. Por essas e outras é que a vida vale a pena, cada segundo dela! São as oportunidades de transformar dores e perdas em alegrias e ganhos.

Danielle Arantes Giannini

Leia o que acontece quando deixamos o burburinho mental se instalar em https://sobrepalavras.wordpress.com/2017/01/18/venha-ca-inspiracao-querida/

Ilusões

 

“A causa do sofrimento se encontra arraigada nos desejos e apegos da mente.”
Buda

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Nossa, como nos iludimos com pensamentos que levam a nada! Todos os dias, a todo instante. Criamos na mente situações que jamais acontecerão, com pessoas conhecidas e também envolvendo as inexistentes. Elaboramos enredos com falas, movimentos, sons, tempo, o cenário completo, enfim, uma inquietação da mente que preenche o vazio por algum tempo (ou rouba nosso precioso tempo) para absolutamente nada, pois por mais que criemos essas situações na mente, a verdade é que a vida só traz mesmo o inesperado. Imaginamos como vai ser…e acaba sendo diferente! Parece que a vida é muito criativa. Esse é um dos motivos que fazem desses devaneios um mal, principalmente quando eles produzem expectativas, geram tensões, estimulam a ansiedade. Não são pensamentos inofensivos, pois tudo que passa pela mente ou nela é gerado causa efeitos às vezes incontroláveis nas emoções. Dependendo da situação que criamos, vamos sendo tomados por um calor interno ou até tremor ou taquicardia (notem, o efeito torna-se físico!), acompanhado por todo tipo de reação, seja raiva, tristeza, apreensão, medo, seja euforia ou expectativa. Se for a noite, então, a insônia se faz convidada. Vamos dando corpo a algo que não aconteceu nem jamais acontecerá. Com isso nos abalamos sem qualquer propósito. Enfim nos iludimos. Deixamos a ilusão sentar-se ao nosso lado e viramos reféns dela. Tudo porque não conseguimos, ou não queremos, ou não podemos controlar a nossa mente. E como nos ensina Buda, “Não se deve deixar a mente desenfreada, deve-se mantê-la sob rígido controle”. Ou seremos dominados e escravizados pelas ilusões.

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